O objetivo com este blog é contribuir para tornar a vida das pessoas melhor e mais saudável através dos alimentos. Aqui você terá acesso às dicas para se alimentar bem, receitas e às mais recentes pesquisas em alimentação e nutrição.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Páscoa: escolhas mais saudáveis

Para quem é Cristão, sabe que a época da quaresma e Páscoa é um evento que pede solidariedade, comemoração da ressurreição de Jesus Cristo e reflexão dos pecados. Justamente nesta época, eis que aparece o pecado da GULA por chocolates.
Em todos os mercados, lojas de conveniência você encontra um monte de ovos de páscoa, na televisão inúmeras propagandas e receitas, e na escola ou na empresa se faz o Amigo Chocolate. Assim até mesmo quem não é muito fã de chocolate acaba sendo influenciado.
Bom , falando do ponto de vista nutricional o cacau é um alimento rico em antioxidantes que faz bem para a saúde, o problema é que muitos chocolates possuem pouca % de cacau e ainda vem acompanhado de muita gordura e açúcar, o que faz engordar além de não trazer nenhum benefício. Os chocolates brancos são os piores, eles não possuem nenhuma propriedade antioxidante, pois a matéria prima utilizada é a manteiga de cacau. Os ovos trufados vem com uma dose extra de muito açúcar.
Para quem deseja se deliciar nesta Páscoa com chocolate sem exageros, segue abaixo algumas dicas:

  • Prefira os ovos de páscoa sem recheios ( trufados) e com maior porcentagem de cacau: 45%, 50% 70%
  • Prefira os chocolates pretos e puro ao invés de branco e com flocos.
  • Se você mora sozinho, ou vai comer o ovo sozinho, não compre ovos muitos grandes, pois a tentação de acabar com tudo é maior e você acaba ingerindo mais calorias do que deveria.
  • Coma um bombom ou um pedaço pequeno do ovo por vez, assim você não ingere todos os dias grandes quantidades de calórias e tem o chocolate por mais dias, ou seja, não precisa recorrer ao mercado para comprar mais ovos que estão na promoção.

Emfim, vamos utilizar o bom senso, comer sem exageros  e saber comemorar o que realmente deve ser comemorado o AMOR ao PRÒXIMO.

Feliz Páscoa a todos!!!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Kiwi, mucinas e a barreira intestinal

O kiwi apresenta propriedades benéficas à saúde, principalmente em relação a sua digestão e manutenção saúde intestinal. Este fruto possui fibras dietéticas, ráfides, alta capacidade de retenção de água, actidina, entre outros componentes, o que sugere que o kiwi pode ser efetivo em influenciar a produção de mucina no intestino e, assim, aumentar a integridade da barreira intestinal. A camada de muco que cobre o epitélio intestinal é um importante componente da barreira intestinal, e é composta por mucinas e outros materiais. A barreira intestinal desempenha um papel crucial na separação do hospedeiro e do ambiente externo, muitas vezes nocivo. A camada de muco, que cobre todo o trato gastrointestinal (TGI), é a linha de frente de defesa imune inata. Há poucos estudos diretos sobre o efeito da ingestão de kiwi sobre a produção de mucinas no TGI, e os estudos realizados em modelos animais são inconsistentes. Levando-se em consideração dados sobre o conteúdo de mucina, número de células caliciformes e expressão do gene de mucina, juntos, parece que o kiwi verde e possivelmente o kiwi dourado pode influenciar a produção de mucina no intestino, sendo que o kiwi, como parte de uma dieta equilibrada, pode ajudar na manutenção da camada de muco e da barreira intestinal. Fazem-se necessárias mais evidências que corroboram com estes dados, tanto experimentais como em humanos.

Artigo recente sobre o Kiwi (retirado no site vponline)

Referência bibliográfica:

MOUGHAN, P.J.; RUTHERFURD, S.M.; BALAN, P. Kiwifruit, mucins, and the gut barrier. Advances in Food and Nutrition Research; 68: 169-85, 2013.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mal de Alzheimer e Curcuma


Casos de DEMÊNCIA devem dobrar em 2030, diz OMS

Em 2030, número de doentes poderá chegar a 65,7 milhões no mundo. Doença é causada por distúrbios cerebrais que afetam a memória

O Alzheimer é a causa mais comum da demência e corresponde a cerca de 70% dos casos.

Segundo um estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease, a vitamina D e a curcuma (uma especiaria proveniente da China, também conhecida como açafroa), podem estimular o sistema imunológico a "limpar" o cérebro das placas associadas à doença de Alzheimer.

O interesse nas potenciais propriedades neuroprotetoras da curcumina aumentou depois que pesquisas observaram um baixo índice de doenças neurológicas, como o mal de Alzheimer, em idosos da Índia. Os pesquisadores atribuem o fato ao consumo de curry, especiaria que quase sempre contém cúrcuma, cujo ingrediente ativo, a curcumina, parece desacelerar a degeneração neurológica. A curcumina também combate a inflamação das juntas e está associada à saúde celular.

Importante lembrar que, o mal de Alzheimer não tem cura, mas como a curcumina desacelera a degeneração neurológica, esta especiaria se mostra um importante ingrediente para fazer parte do dia a dia dos idosos e até mesmo dos mais jovens, para evitar futuros danos nas células neurológicas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Batata Yacon


Já ouviu falar em uma batata que se come crua? Ou melhor, uma batata que tem sabor adocicado semelhante a uma pera?

Essa batata existe e é chamada de batata yacon.

Originária dos Andes, a raiz de yacon contém na sua maioria água e frutoligossacarídeos, um tipo de frutano de baixa digestibilidade, que fornece pouca ou quase nenhuma caloria ao organismo.

Em um estudo brasileiro concluiu que a raiz provavelmente contém compostos que apresentam atividade hipoglicêmica após seu consumo

in natura e  proporciona baixas respostas glicêmicas, cerca de 70% menos que respostas obtidas após o consumo do pão branco, por isso essa batata vêm sendo bastante indicada para pessoas portadoras de diabetes tipo II.

            Além de ação hipoglicemiante o consumo da yacon vem sendo associada a outros benefícios como: controle do colesterol elevado, resistência a insulina, intestino irregular, e favorecimento a saciedade e emagrecimento.

            Seu consumo é mais indicado após as grandes refeições.

            Você pode consumi-la in natura ou em sucos ou em saladas de frutas.

Suco de couve com batata yacon

Ingredientes:

2 folhas de couve

1 batata yacon descascada

½ copo de água

Cubos de gelo a gosto

Modo de preparo:

Bata no liquidificador as folhas de couve a batata yacon e a água, até ficar uma mistura homogênea. Tomar imediatamente e acrescente gelo se desejar.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ameixa Umeboshi


Ontem no programa SPTV 1° edição no quadro de comida oriental, comentou-se sobre a Ameixa Umeboshi, fruta bastante consumida pelos orientais.

Eu gostei achei interessante eles terem falado sobre essa fruta, uma vez que aqui no Brasil é pouco consumida e possui um valor nutricional importante.

Para um ótimo funcionamento do nosso organismo, o pH do nosso sangue deve estar equilibrado e a ameixa umeboshi é a combinação perfeita de ácido e alcalino, e é desse equilíbrio que o nosso organismo necessita. A acidez na corrente sanguínea por exemplo, nos deixa mais suscetíveis à doenças infecciosas, hepáticas, problemas com osteoporose e do envelhecimento. A umeboshi, fornece substâncias necessárias à neutralização desse excesso de ácidos. E, pela mesma razão, combate radicais livres, retardando o envelhecimento.

A umeboshi é famosa pela cura ou alívio de inúmero males como: dores de cabeça, enxaqueca, diarréia, azia, prisão de ventre, enjoo, infecções, fadiga, gripes e até mesmo indicada no tratamento contra a celulite.

A ameixa umeboshi é comercializada desidratada e salgada com sal marinho. É aconselhável comer 01 umeboshi a cada grande refeição (almoço e jantar), facilitando o processo digestivo e a assimilação do que é ingerido.

Contra indicação: pessoas com problemas estomacais, hipertensos, gastrite e úlcera.  

Onde encontrar: várias lojas no Bairro da Liberdade ou em casas especializadas em produtos orientais.
 
 
 
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

De volta!

Olá pessoal,

Estou de volta com as postagens no meu blog sobre nutrição funcional e dicas de receitas saudáveis.

Para começar sugiro um suco que ajuda a eliminar toxinas do organismo, além de ser nutritivo e gostoso.

Espero que apreciem!!

Suco detoxificante2 folhas de couve
Suco de ½ limão
½ pepino japonês sem casca
1 fatia de gengibre
1 maçã vermelha
150 ml de água de coco

Bata no liquidificador e sirva com gelo.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Síndrome Metabólica

Resolvi postar esse assunto pois além de terem me solicitado, este foi o tema do meu trabalho de conclusão de curso, portanto as informações abaixo fazem parte do levantamento bibliográfico que realizei durante a minha pesquisa.

O que é Síndrome Metabólica?
Síndrome Metabólica ou síndrome X é um grupo de doenças causadas pela resistência à insulina. Estas condições incluem:
  Diabetes (glicemia acima de 99)
  Pressão alta (acima de 130/85 mmg) ou fazendo o uso de anti-hipetensivos
  Triglicérides acima de 150
  Taxa de Colesterol bom (HDL) menor que 40 para homens e menor que 50 para mulheres
  Ganho de peso e obesidade abdominal: Homens com circunferência de abdominal que 102 cm e mulheres com circunferência abdominal maior que 88 cm.
É considerada a pessoa portadora da Síndrome Metabólica quando apresentar circunferência abdominal alterada mais 2 componentes citados acima.
Resistência a Insulina- Substrato para a Síndrome Metabólica
A insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas e tem o papel de levar a glicose que está no sangue para dentro da célula.
O princípio é simples: Quando você ingere comidas de alta carga glicêmica (pães, massas, roscas, pizzas, doces), e poucos alimentos ricos em fibras, ocorre um pico no nível de açúcar em nosso sangue. E para acabar com este pico de açúcar no sangue o pâncreas necessita trabalhar duro para produzir uma porção de insulina capaz de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Com isso o nível de açúcar no sangue cai rapidamente e muitas vezes pode te deixar cansado, tonto e logo em seguida com fome, e na verdade com mais vontade de comer o mesmo tipo de comida que fez os níveis de açúcar subirem.
Um indivíduo apresenta resistência insulínica quando há redução do transporte da glicose para os tecidos, mas não por falta de produção de insulina, mas por que ela não está mais eficaz. Diante disso o pâncreas secreta cada vez mais insulina numa tentativa de diminuir os níveis de glicemia no sangue.  
Esse excesso de insulina é responsável por desencadear ou agravar muitos problemas de saúde como: elevar a pressão arterial, elevar o mau colesterol (LDL) e os triglicérides, aumento de peso etc.
O Diabetes Mellitus tipo 2 também pode acontecer em decorrência da resistência a insulina, pois o pâncreas ao secretar constantemente muita insulina pode chegar um momento em que ele se esgota e não consegue mais produzir insulina nas quantidades necessárias para levar a glicose para a célula.
            Tratar a resistência insulínica é primordial para prevenir a Síndrome Metabólica!

Alimentação Funcional para prevenir a Síndrome Metabólica

Já está bem esclarecido que a alimentação saudável contribui para manter o peso dentro do limite desejável, e a prevenção de diversas doenças.
O que muitos ainda não sabem é que a alimentação saudável não é sinônimo de restrição severa de calorias, ou de refeições monótona e sem sabor.
A nutrição funcional busca nos nutrientes contidos nos alimentos o equilíbrio total do nosso organismo, não apenas tratamento de sintomas.
 A alimentação para ser funcional, inclui várias condutas, deste a escolha dos alimentos, modo de preparo e no momento de consumi-los.
Exemplos:
Você pode estar consumindo uma alimentação pouco calórica, mas escolheu os alimentos pouco nutritivos, inflamatórios e de alta carga glicêmica que contribui com a resistência a insulina.
Ou
Você se preocupa em escolher os alimentos mais nutritivos, porém não se preocupa com o modo de preparo, armazenamento e com a mastigação.

Outro exemplo é o tratamento da obesidade, hoje já é definida como uma doença inflamatória, portanto não pode ser tratada apenas com contagem de calorias, mas pela escolha de alimentos corretos que reduzirão tal inflamação.

            É importante destacar que devemos também levar em consideração a nossa individualidade bioquímica. Ou seja, cada um de nós possui uma genética diferente, e um determinado alimento pode não causar prejuízo para a maioria das pessoas, mas para você pode trazer efeitos indesejados. Muitas vezes você pode ser mais sensível a tal alimento e não saber. Para ter esse diagnóstico um nutricionista pode ajudá-lo a descobrir.